A expectativa é de que a energia para a indústria suba mais do que para as residências. Além disso, em 8 de abril haverá novo aumento, correspondente ao reajuste anual.

 

As contas de luz no Brasil vão aumentar, em média, 23,4% a partir da próxima segunda-feira (2), quando começa a vigorar a revisão extraordinária aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (27).

As revisões extraordinárias ocorrem quando há mudanças significativas nos custos dos componentes tarifários. Segundo a regulamentação do setor, esses custos devem ser repassados à tarifa e pagos pelo consumidor. No caso da RTE aprovada na última sexta-feira (27), o objetivo é cobrir os empréstimos feitos com a Conta de Desenvolvimento do Setor Energético (CDE) às concessionárias e recompor o custo da energia comprada no último leilão.

O aumento do custo da energia de Itaipu, que subiu 46% em dólar na comparação com 2014, também entra nas contas da RTE. “Devido à valorização da moeda norte-americana, a expectativa é a de que a energia para a indústria suba mais do que para as residências”, afirma o presidente da CMU Energia, Walter Fróes.

Para os consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a alta vai ser de 28,7%. Entre as maiores distribuidoras, os mais altos serão da Copel (36,4%), que atende a clientes no Paraná, da Eletropaulo (31,9%), que atua em São Paulo, e da Cemig (28,8%), que atende a consumidores de Minas Gerais.

A conta de luz dos clientes da Cemig vai aumentar 28,8%, em média, a partir de segunda-feira. Para as residências, o reajuste será de 21,39%. No caso da Cemig, em 8 de abril, haverá novo aumento, correspondente ao reajuste anual. Especialistas estimam que a conta de luz do brasileiro vai ficar até 60% mais cara do que no mesmo período de 2014.

 

Bandeiras tarifárias

A Aneel já havia tomado nesta sexta uma outra decisão que implica em aumento das contas de luz para os brasileiros ao aprovar o aumento na taxa extra das bandeiras tarifárias, cobrada nas contas de luz quando há aumento no custo de produção de energia no país. Os novos valores, agora oficiais, começam a valer na próxima segunda-feira (2) e são os mesmos propostos no início de fevereiro, quando o assunto foi levado a audiência pública.

Tarifas de luz (Foto: Arte/G1)

 

Em caso de bandeira vermelha, que vigora atualmente em todo país e sinaliza que está muito caro gerar energia, passará a ser cobrada nas contas de luz uma taxa extra de R$ 5,50 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) de energia usados, aumento de 83,33% em relação aos R$ 3 cobrados entre janeiro e fevereiro.

Já no caso de bandeira amarela, que sinaliza que a produção de energia está um pouco mais cara, a taxa extra aplicada passa de R$ 1,50 para R$ 2,50 (+ 66,66%). Não houve alteração em relação à bandeira verde, que sinaliza que não há custo adicional para produção de eletricidade e, portanto, não é aplicada a taxa extra.

Fonte: G1 Economia 

 

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