A revista veja veiculou a notícia de que as contas de energia elétrica devem subir, em média, cerca de 40% no ano de 2015, segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

 

Lampada CifraoA estimativa foi apresentada pela Aneel no dia 12 de janeiro à presidente Dilma Rousseff e aos novos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e de Minas e Energia, Eduardo Braga. O aumento é bem maior do que o que consta no relatório de inflação do Banco Central, que previa alta de 17% e pode representar um acréscimo de 1,2 ponto porcentual no índice de inflação (IPCA) deste ano. Segundo o jornal Valor Econômico, na conta da Aneel já está previsto o fim da ajuda do Tesouro Nacional às elétricas. Essa política foi adotada no ano passado para evitar que as empresas quebrassem diante do aumento exponencial de custos e o minguado caixa. 

 

Em ano de corte de gastos, o governo disse no mês de janeiro que não bancará mais o rombo financeiro, deixando para trás a política tão defendida pela presidente em 2012, baseada em subsídios ao setor com o objetivo de baixar a tarifa ao consumidor. Em 2014 foram emprestados 17,8 bilhões de reais às elétricas, conta que ainda será paga pelos consumidores brasileiros. 

 

Vale lembrar, porém, que o reajuste nas contas variam de região para região, de distribuidora para distribuidora, e podem, segundo o Valor Econômico, ter um peso ainda maior para as indústrias do Nordeste. Isso porque o Ministério de Minas e Energia sugeriu à presidente por fim em um contrato que expira em junho com a Chesf e, há trinta anos, permite que a companhia venda energia elétrica a preços menores (um terço do habitual) para as indústrias eletrointensivas na Bahia, Alagoas e Pernambuco.

 

Esta situação torna o uso da energia solar muito mais atrativa, pois o sistema se paga em menor tempo. Quem possuir um sistema fotovoltaico terá os impactos desse aumento bastante minimizados. 

 

Fonte: Revista Veja